Eu sou caos.

Quero a paz deste teu batom, deste teu sorriso divino refletido ao contrario. Com as cores que encantam todos os olhos que lhe encaram, nas ruas, nos bares e nos lares desfeitos por falta de amor.

A alegria que emana, a inatingível sexta feira. Que sempre chega com a alegria de três vidas inteiras, que surpreende todas às vezes mais e mais e mais.

Os ventos que sopram do nordeste já trazem com eles o calor, trazem junto a pouca roupa e a pele a mostra, o cheiro das flores e o sol. O mais profundo segredo será dito entre teus lençóis.

Sou caos agora

Traga-me calmaria e o respirar aliviado, mãos dadas na varanda. Um caminhar tranquilo com vista privilegiada para o horizonte do pequeno mundo que apenas enxergamos sem exageros, com medo e sensibilidade, com esta vontade de sair e nunca mais voltar. Cansei deste não saber do futuro, do surto não premeditado, da loucura das madrugadas e das manhãs desperdiçadas frente ao altar de todos os bêbados.  Minha rebeldia morreu antes dos trinta, caiu morta sem ao menos se preocupar com que me preocupava. Ela foi em maldita hora. Deixou longe o olhar deprimido de outrora.

Caminhamos por entre as ruas, calçadas e flores, mas nunca conseguimos encontrar um tempo bom, encontrar o beijo suave da garota e a espera por novos dias. Temos o poder da duvida, do querer e não poder e como vamos poder. A esperança brilha tanto quanto aquele diamante na vitrine. E se não a ganancia da felicidade suprema é tal qual lapidada sem verdades.

Mesmo que por hoje, e só por estes dias, andando sem rumo tropece em ti, sorrirei para o acaso, como o acaso deve sorrir para mim. Então andarei distraído com o sorriso estampado no rosto. Segurando pela alma meu bem querer.

Serei o caos amanha.

Mas ainda terei muitos poemas na alma, terei musicas na garganta e a boa vontade de prosseguir.

Mesmo que o dia comesse nublado e sem sol, mesmo que seja um sábado desgraçado, mesmo que perca meus dentes em uma briga, clamarei por seu sorriso e pela gargalhada presa dentro do peito. Pedirei que sorria para mim. E por mais que doa, amarei cada segundo deste preludio do fim.

E se você quiser sou teu caos também, enfrento teus medos, tuas paixões e suas memorias dolorosas, cuido para que tudo se torne belo. Que não lhe falte vida em teus dias. O abraço, o animo e a cor das tuas unhas. Sentado ao seu lado, faço de você arte e poesia, amor e contradição. Mesclo as cores do amanhecer e da noite escura. Ser paixão e desejo, vontade e cura.  Ter nos meus pés o novo caminho para você percorrer e ter nos olhos a certeza se ser igualmente completo.

Por que sou eu o meu caos, sou eu o meu medo e sou eu quem decide meu fim. 

- Anthony 

“Ninguém quer ser salvo, querem apenas o perdão divino.”
Anthony
“Eu não tenho medo de amar
Tenho medo disto, de amar errado.
Deste me doar ao todo e receber egoísmo em troca.
Tenho medo das coisas fracas que podem ser feitas.
Medo do meu coração ser espedaçado
Sinto muito as coisa, e isto não esta certo.
Vivo no limite entre a felicidade e a angustia
Entre o sorriso e o choro
A manhã de sexo e a noite de porre.
É ruim.
É pesado
Ai eu vomito tudo em palavras mal escritas
Em desabafo sem som.
Apenas o barulho do teclado passando a limpo.
Eu mereço. Eu sei, eu sinto.
Mas por que fugir da felicidade se ela já me contempla?
Desconheço alguém que já tenho vencido todas as batalhas desta vida”
Eu não tenho medo de amar, eu tenho medo de amar errado.

Me pergunte ou não faça eu perder meu tempo.

A luz do fim do meu começo fui emanada. Entrei em fusão quando percebi meu erro. Tive medo e então sorri. Vamos ao novo tempo de coisas boas. Vamos ao acidente que fez chegarmos até aqui. Estamos distantes da realidade. Aquela que nunca sera alcançada. O mundo apenas gira, o mal quem cria é você. Falta-me, talvez, coragem. De seguir em frente. De admitir que eu estava errado, muito errado. O dia começou com nevoeiro e canções tristes. O frio era como um adeus. A agua não estava tao boa para o banho, tive frio, medo e uma visão atemporal do meu futuro. Distante. Massivo. Desgraçado. O caminhar torcido pelo acontecido, sigo lentamente ate o carro. Sigo. Minha mente não acompanha meu corpo. Sou demasiado pesado para projetar-me para frente. Enquanto tiver o amor como ideal serei esta massa maldita de carne e pelos. Serei guiado pela dissonante canção. Terei tons errados e desafinados.
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Você quem me guia durante estes dias pálidos. Onde a água não mata a sede. Queria ter a juventude de outrora, dizer que não existe o medo. Caminhar ao seu lado e apenas estar. Estou fraco, apenas o álcool ludibria minha mente desfeita. Apenas essa simples sensação de sonolência tem  a cura para minhas paixões perdidas. Amores que eu inventei. Amores que eu roubei. Apenas amores. Espero que afundemos juntos para que enfim eu possa entender este meu mal. Hoje estarei aqui. Mas não amanhã. Amanhã é pesado demais.

-Anthony