“Esta noite não quero escrever nada infeliz. Quero que algum sorriso me atinja na escada rolante. Quero que alguma poesia soe nos corredores mortais de uma nova vida. Hoje estou com dramas. Estou achando que irei morrer na próxima hora. E quem irá me salvar? Acho que é uma boa noite para um péssimo vinho. Um ser desafortunado de boas vibrações. Este dia já provou o meu gosto, o meu suor, já dei as lagrimas ao dragão. Faz de mim, berço. Conforta minha dor com calma. São os remédios desta vida que fere minha alma. São os deuses que me querem menos vivo. Estes sorrisos fáceis em horas difíceis. Enquanto alguns dormem tranquilos, eu morro nos becos. Eu contemplo o abismo”
Anthony
“Se você não espera nada, eu não te ofereço nada.”
Anthony
“Vou começar a fumar. Sentir este gosto de fumaça no ar. Morrer aos poucos sem dor. Tentar esquecer o que se foi. O que vai, deixa estar. Quero algo solido pra viver, algo impossível de se esquecer. Quero deixar tudo para traz. Esquecer onde eu deveria estar. E esta saudade das coisas que nunca aconteceram. Deste sorriso de princesa, desta vida sem riquezas. Onde termina meu bem estar e começa meu suicido?
Sou o que tem para hoje. Neste domingo. Neste final de agosto sou apenas o fim de noite.”
Anthony
“Diabos, com seus violões e seus cigarros. Com suas músicas e seus gritos nas madrugadas.
Apenas diabos sorridentes nestes campos sem fim.
Hey deixe-me beber um segundo copo e logo lhe contarei minha história. Contarei como matei aquele sujeito nos trilhos do trem. Na parada 22 entre Del Hell e Orange Sunshine.”
São Salvador, outras histórias.
“Eu? Eu realmente a adoro. Poxa, uma guria linda, sorridente e esperta, quem não iria gostar? Sabe, ela vem com aquele cheiro com aquele perfume, desarma qualquer um, capaz de tirar do sério até um monge. O melhor que ela faz é se afastar mesmo. Eu sou um babaca e ela é incrível. Ela dança imponente no luar e eu sou apenas um arrogante. Cara, se ela permitisse, transformaria todo dia em noite só pra a ver dançar. Só para ver com os pés dela tocam o chão. Pra sentir mais uma vez aquele beijo amargo, que me roubou anos de vida.”
Anthony