“Diabos, com seus violões e seus cigarros. Com suas músicas e seus gritos nas madrugadas.
Apenas diabos sorridentes nestes campos sem fim.
Hey deixe-me beber um segundo copo e logo lhe contarei minha história. Contarei como matei aquele sujeito nos trilhos do trem. Na parada 22 entre Del Hell e Orange Sunshine.”
São Salvador, outras histórias.
“Eu? Eu realmente a adoro. Poxa, uma guria linda, sorridente e esperta, quem não iria gostar? Sabe, ela vem com aquele cheiro com aquele perfume, desarma qualquer um, capaz de tirar do sério até um monge. O melhor que ela faz é se afastar mesmo. Eu sou um babaca e ela é incrível. Ela dança imponente no luar e eu sou apenas um arrogante. Cara, se ela permitisse, transformaria todo dia em noite só pra a ver dançar. Só para ver com os pés dela tocam o chão. Pra sentir mais uma vez aquele beijo amargo, que me roubou anos de vida.”
Anthony

Morte no armário da sala

Três reis sozinhos esperam o sol raiar.

 Dois deles tem mulheres nuas na cama.

Um deles é feliz, outro vai morrer hoje.

Dois deles são sóbrios, dois deles são gordos.

Um deles é pai, um deles é assassino.

Os três reis solitários, os três reis são afortunados.

Um deles não pensa, outro ri, outro está perdendo seu tempo.

O que perde tempo vos escreve esta carta.

Um deles eu não conheço, o outro não me conhece.

 Meu subconsciente é fatal, mata-me todos os dias.

 Meu consciente é meu mal, não permite que eu ria.

-Anthony

Amarela

Uma simples cor que degrada

Um amontoado de mentiras

E uma história terminada num dorme ou não.

Apague as luzes você já não me conhece mais.

Terminei meus livros e os queimei.

Tirei seu cheiro do armário.

Debrucei minha consciência pela janela

E fumei um ultimo cigarro, amanhecido no parapeito.

A verbalização dos sentimentos e a anti-monotonia

Cale-se.

Teu marido te espera, e você esta de pernas abertas.

-Anthony